ANISMO E A INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA

ANISMO E A INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA

Anismo ou dissinergia do Assoalho Pélvico é definido como contração paradoxal ou relaxamento inadequado da musculatura do assoalho pélvico durante a tentativa de evacuar ou força propulsiva inadequada. A falta de relaxamento é as vezes considerada uma contração anormal. Foi estimado que 50% dos pacientes atendidos em centros especializados com constipação intestinal crônica  tem dissinergia do assoalho pélvico. O processo de evacuação é, em geral, iniciado voluntariamente, onde a distensão retal leva à vontade de evacuar  e induz ao relaxamento do esfincter anal interno.

O ato da evacuação é finalizado com a postura adequada, contração do diafragma e da musculatura abdominal para aumentar a pressão intra abdominal e com o relaxamento do esfincter anal externo e puborretais, ambos os músculos estriados. A coordenação da contração abdominal com o relaxamento do assoalho pélvico é importante para o processo. Em contraste com a  sequência normal, pacientes com constipação associada à obstrução funcional causada pela contração paradoxal do esfincter anal externo e da musculatura puborretal. A fisioterapia tem papel importante no tratamento conservador do anismo, atuando por meio da reeducação da musculatura do assoalho pélvico e acessória, sendo apontada como a primeira opção no tratamento destas disfunções, visando evitar ou retardar o processo cirúrgico.

O paciente realizou dez sessões, duas vezes por semana , onde foi realizada  a avaliação fisioterapêutica, onde na queixa principal houve relato de não conseguir evacuar.  No histórico da doença atual refere lesão na cauda equina apresentando dor. Já havia feito cirurgias de hemorroidas, faz lavagem intestinal todos os dias. No exame físico , hipertonia do esfincter anal e déficit de conscientização anal. 

O objetivo principal do tratamento foi melhorar a coordenação anorretal durante a evacuação, bem como aumentar a sensibilidade da região anorretal. A conduta foi exercícios de consciência perianal, massagem perianal, biofeedback anal onde teve o objetivo de educar a paciente, aumentando a pressão onde o objetivo era educar a paciente, aumentando a pressão retal sincronizada com o relaxamento anal, orientando a postura evacuatória e massagem abdominal.

Após 10 sessões, foi reavaliado, observando-se uma melhora importante na hipertonia do esfincter anal, consciência perianal, e relatando a paciente que não mais se usava diariamente a lavagem intestinal, conseguindo evacuar , melhorando sua qualidade de vida.

Desta forma concluímos que a fisioterapia  é de grande importância para o tratamento do anismo, ressaltando os seus benefícios e  melhora na qualidade de vida.

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